(Dormindo juntinhos. Foto pra posteridade: ÚNICO dia em que Miguel usou chupeta)
Hoje quero falar de uma coisa chamada "cama compartilhada", ou "cama familiar".
Eu pratico! E amo! E digo ainda que foi a solução para meu cansaço noturno de mamadas e para uma boa noite de sono pro Miguel.
Já falei num dos primeiros posts desse blog que antes de ser mãe e até quando engravidei, tinha um monte de regras preestabelicidas que iria seguir com meu filho e uma delas era "ele vai dormir no berço desde o primeiro dia". Não sei o que me levou a crer que isso era o ideal. Na verdade, na prática acabei descobrindo que o ideal é aquilo que se ajusta à SUA realidade.
Então, na primeira noite em casa, aquele serzinho tão pequeninho...quem disse que eu tinha coragem de deixá-lo no quarto dele, longe de mim? Dormiu no carrinho, ao lado da minha cama. E assim foi ate quase dois meses. Nesse período, Miguel acordava 1, 2 vezes pra mamar (pouco a considerar um recém-nascido), mas mesmo assim eu ficava exausta. Cansada ao extremo, li e segui com uma bíblía o livro da "Encantadora de Bebês", como falei nesse texto que escrevi pras "Mamíferas". A autora critica e muito a cama compartilhada, diz que é "paternidade acidental", além de, segundo ela, ser um hábito dificil de reverter depois.
Por todas essas coisas ditas a respeito da cama compartilhada, essa possibilidade nunca me passou pela cabeça, mesmo exausta. Ela surgiu na minha vida meio que sem querer, depois de uns dias que o Heitor viajou e eu fui dormir na casa dos meus pais com o Miguel, numa cama de solteiro. Miguel tinha 2 meses e dormiu a primeira vez a noite toda nesses dias. A partir daí ele passou a dormir conosco e nós, a dormirmos o sono dos justos.
Mesmo quando ele acorda pra mamar (agora, depois que começou com alimentos sólidos, ele voltou a acordar) não fico cansada. Não desperto totalmente, fora que amamento deitada. Ás vezes nem sei se ele acordou ou não.
Por mim e pelo Heitor, ele dormiria com a gente atééééé quando ele quisesse. Olha, é MARAVILHOSO sentir o cheirinho dele, acordar e já ver o sorriso ou ser despertada com umas mãozinhas gordas batendo no seu rosto. Mas por questão de segurança acho que vamos ter que parar.
A questão é que no meu quarto não dá pra encosntar a cama (é King Size, ninguém fica esprimidinho não, rs) na parede (e eu não deixo ele dormir no meio de nós dóis, o Heitor é sonâmbulo #serião) e nessa, ele já caiu dela uma vez. Aí coloquei um chiqueirinho com um apoio forte ao lado dele, mas mesmo assim tenho medo. Nesse impasse, decidimos tentar colocá-lo no berço. Comprei uma babá eletrônica com câmera e o escambau p/ me deixar mais segura, mas nem foi preciso. Na primeira tentativa, ele acordou de 30 em 30 minutos, que nem precisava de babá pra averiguar se tava tudo bem. Lá pelas 4 h da matina, eu, só a "capa do batman" cedi e levei ele pra nossa cama. E lá ele dormiu até 8 horas da manhã.
Pensei em desistir do berço, afinal é bom pra ele, é bom pra nós, mas a falta de segurança tá me deixando meio "cabreira". Outro dia, de manhã, nós acordado, mas sonolentos, deixei ele do meu lado, cercado de travesseiros e tal...quando dei por mim ele já estava na beira da cama, quase caindo de novo. Dessa vez foi se arrastando/engatinhando.
Ontem tentei novamente berço. A mesma saga. Desisti de novo.
Tô aqui pensando se vale a pena insistir. Acho um pouco de covardia ter acostumado ele desde pequeninho a dormir coma gente e agora forçar a barra pra ele dormir no berço. E mais ainda, que por nós ele continuaria.
Vamos tentar mais algumas vezes, senão, vamos colocar grade na cama ou colocar o berço rebaixado (na altura da cama) no quarto.
Se ele for para o berço é pelo quesito segurança. Para nós, não existem esses mitos em torno de bebês que dorme com os pais. É preciso desmistificar que fica inseguro, dependente, cresce com problemas. Na verdade, pela minha experiência, posso dizer que Miguel é super independente, inteligente, mas simplesmente, adora um chamego, um dormir junto, um colinho.
Minha visão de educação de filhos é de que carinho, toque, beijo, abraço, calor, NUNCA É DEMAIS.
Pra mim cresce com problemas bebê que é adestrado pra dormir a noite toda, bebê que aprender a dormir pela técnica do choro, bebê que não é atendido em suas necessidades emocionais particulares. Não indico a cama compartilhada como solução dos problemas de todos, mas indico pras mães que estão cansadas de levantar pra amamentar e pra aqueles que querem praticar, mas acham que faz mal, é errado, é perigoso e etc.
Na verdade, não há perigo nenhum, se obedecido essas regrinhas de segurança:
- Coloque a criança para dormir deitada de costas
- Coloque a criança ao lado da mãe invés de entre a mãe e o pai
- Utilize uma cama grande e firme e tome precauções para prevenir a queda do bebê da cama
- Utilize uma cama grande e firme e tome precauções para prevenir a queda do bebê da cama
- Não durma com a criança em uma cama d’água ou sofá
- Não coloque uma criança para dormir sozinha em uma cama de adulto
- Não coloque uma criança para dormir sozinha em uma cama de adulto
- Não utilize almofadas e roupas de camas fofas
- Não compartilhe a cama com seu bebê sob a influência de drogas, álcool, medicação para resfriado e alergia que não necessitam de receita médica para a compra ou se estiver extremamente privado do seu sono
- Irmãos, irmãs ou babás não devem dormir com a criança.
Outra coisa que se deve ter em mente é que cada criança levará seu tempo para querer dormir em seu próprio quarto e esse tempo deve ser respeitado. Não é justo querer compartilhar a cama agora pelo cansaço da mãe, ou sei lá o que, e depois, no tempo dos pais querer que a criança durma sozinha. Eu procuro não pensar que "vai demorar pra ele querer dormir sozinho". Na verdade, penso que a infância do meu filho vai passar rápido e não importa quanto tempo demore, mas um dia ele vai querer ser idenpendente, sair da "minha asa" e por isso enquanto eu puder e enquanto ele quiser, nossa cama e nosso colo será todo dele.
Não acredito em maus hábitos, quando há amor e bom senso.
Quanto à vida do casal: gente, quem disse que tem que ser sempre no mesmo lugar e na mesma hora né? Acho que isso ajuda pra quebrar a rotina, provocar saídas, exercer a criatividade. Nosso casamento, vai bem obrigada.
No mais, só queria contar minha experiência e esclarecer algumas coisas. Depois conto como estamos por aqui, se no berço ou na cama.
Pra quem quer ler mais sobre cama compartilhada, esse site traz artigos, textos, fotos, e relatos de experiências de cama compartilhada, INDICO MUITO:
E gentem, hoje, dia 02, meu pêto completa 9 meses de vida.
Olha como ele tá um rapaz já:
Tá super serelepe, falador de "mamãmã", só quer saber de ficar em pé, preguiçoso pra engatinhar e cada dia mais lindo. Sou babona?
Depois vou postar sobre como está nossa rotina, os planos pro ano que vem, festinha e etc.
Beijos povo.
Ps: Voltei, agora pra ficar (porque aqui, aqui é meu lugar) #robertocarlosfeelings
Ps2: Me perdoem os comentários não respondidos? To pensando em respondê-los aqui mesmo. Não, não, vou criar vergonha e comentar nos blogs daZamigas (visitar eu sempre visito).
:)

