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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Dormindo juntinhos (Cama compartilhada)


(Dormindo juntinhos. Foto pra posteridade: ÚNICO dia em que Miguel usou chupeta)

Hoje quero falar de uma coisa chamada "cama compartilhada", ou "cama familiar".
Eu pratico! E amo! E digo ainda que foi a solução para meu cansaço noturno de mamadas e para uma boa noite de sono pro Miguel.
Já falei num dos primeiros posts desse blog que antes de ser mãe e até quando engravidei, tinha um monte de regras preestabelicidas que iria seguir com meu filho e uma delas era "ele vai dormir no berço desde o primeiro dia". Não sei o que me levou a crer que isso era o ideal. Na verdade, na prática acabei descobrindo que o ideal é aquilo que se ajusta à SUA realidade.
Então, na primeira noite em casa, aquele serzinho tão pequeninho...quem disse que eu tinha coragem de deixá-lo no quarto dele, longe de mim? Dormiu no carrinho, ao lado da minha cama. E assim foi ate quase dois meses. Nesse período, Miguel acordava 1, 2 vezes pra mamar (pouco a considerar um recém-nascido), mas mesmo assim eu ficava exausta. Cansada ao extremo, li e segui com uma bíblía o livro da "Encantadora de Bebês", como falei nesse texto que escrevi pras "Mamíferas". A autora critica e muito a cama compartilhada, diz que é "paternidade acidental", além de, segundo ela, ser um hábito dificil de reverter depois.
Por todas essas coisas ditas a respeito da cama compartilhada, essa possibilidade nunca me passou pela cabeça, mesmo exausta. Ela surgiu na minha vida meio que sem querer, depois de uns dias que o Heitor viajou e eu fui dormir na casa dos meus pais com o Miguel, numa cama de solteiro. Miguel tinha 2 meses e dormiu a primeira vez a noite toda nesses dias. A partir daí ele passou a dormir conosco e nós, a dormirmos o sono dos justos.
Mesmo quando ele acorda pra mamar (agora, depois que começou com alimentos sólidos, ele voltou a acordar) não fico cansada. Não desperto totalmente, fora que amamento deitada. Ás vezes nem sei se ele acordou ou não.

Por mim e pelo Heitor, ele dormiria com a gente atééééé quando ele quisesse. Olha, é MARAVILHOSO sentir o cheirinho dele, acordar e já ver o sorriso ou ser despertada com umas mãozinhas gordas batendo no seu rosto. Mas por questão de segurança acho que vamos ter que parar.
A questão é que no meu quarto não dá pra encosntar a cama (é King Size, ninguém fica esprimidinho não, rs) na parede (e eu não deixo ele dormir no meio de nós dóis, o Heitor é sonâmbulo #serião) e nessa, ele já caiu dela uma vez. Aí coloquei um chiqueirinho com um apoio forte ao lado dele, mas mesmo assim tenho medo. Nesse impasse, decidimos tentar colocá-lo no berço. Comprei uma babá eletrônica com câmera e o escambau p/ me deixar mais segura, mas nem foi preciso. Na primeira tentativa, ele acordou de 30 em 30 minutos, que nem precisava de babá pra averiguar se tava tudo bem. Lá pelas 4 h da matina, eu, só a "capa do batman" cedi e levei ele pra nossa cama. E lá ele dormiu até 8 horas da manhã.
Pensei em desistir do berço, afinal é bom pra ele, é bom pra nós, mas a falta de segurança tá me deixando meio "cabreira". Outro dia, de manhã, nós acordado, mas sonolentos, deixei ele do meu lado, cercado de travesseiros e tal...quando dei por mim ele já estava na beira da cama, quase caindo de novo. Dessa vez foi se arrastando/engatinhando.
Ontem tentei novamente berço. A mesma saga. Desisti de novo.
Tô aqui pensando se vale a pena insistir. Acho um pouco de covardia ter acostumado ele desde pequeninho a dormir coma  gente e agora forçar a barra pra ele dormir no berço. E mais ainda, que por nós ele continuaria.
Vamos tentar mais algumas vezes, senão, vamos colocar grade na cama ou colocar o berço rebaixado (na altura da cama) no quarto.

Se ele for para o berço é pelo quesito segurança. Para nós, não existem esses mitos em torno de bebês que dorme com os pais. É preciso desmistificar que fica inseguro, dependente, cresce com problemas. Na verdade, pela minha experiência, posso dizer que Miguel é super independente, inteligente, mas simplesmente, adora um chamego, um dormir junto, um colinho.
Minha visão de educação de filhos é de que carinho, toque, beijo, abraço, calor, NUNCA É DEMAIS.
Pra mim cresce com problemas bebê que é adestrado pra dormir a noite toda, bebê que aprender a dormir pela técnica do choro, bebê que não é atendido em suas necessidades emocionais particulares. Não indico a cama compartilhada como solução dos problemas de todos, mas indico pras mães que estão cansadas de levantar pra amamentar e pra aqueles que querem praticar, mas acham que faz mal, é errado, é perigoso e etc.

Na verdade, não há perigo nenhum, se obedecido essas regrinhas de segurança:


- Coloque a criança para dormir deitada de costas
- Coloque a criança ao lado da mãe invés de entre a mãe e o pai
- Utilize uma cama grande e firme e tome precauções para prevenir a queda do bebê da cama
- Não durma com a criança em uma cama d’água ou sofá
- Não coloque uma criança para dormir sozinha em uma cama de adulto
- Não utilize almofadas e roupas de camas fofas
- Não compartilhe a cama com seu bebê sob a influência de drogas, álcool, medicação para resfriado e alergia que não necessitam de receita médica para a compra ou se estiver extremamente privado do seu sono
- Irmãos, irmãs ou babás não devem dormir com a criança.


Outra coisa que se deve ter em mente é que cada criança levará seu tempo para querer dormir em seu próprio quarto e esse tempo deve ser respeitado. Não é justo querer compartilhar a cama agora pelo cansaço da mãe, ou sei lá o que, e depois, no tempo dos pais querer que a criança durma sozinha. Eu procuro não pensar que "vai demorar pra ele querer dormir sozinho". Na verdade, penso que a infância do meu filho vai passar rápido e não importa quanto tempo demore, mas um dia ele vai querer ser idenpendente, sair da "minha asa" e por isso enquanto eu puder e enquanto ele quiser, nossa cama e nosso colo será todo dele.

Não acredito em maus hábitos, quando há amor e bom senso.

Quanto à vida do casal: gente, quem disse que tem que ser sempre no mesmo lugar e na mesma hora né? Acho que isso ajuda pra quebrar a rotina, provocar saídas, exercer a criatividade. Nosso casamento, vai bem obrigada.

No mais, só queria contar minha experiência e esclarecer algumas coisas. Depois conto como estamos por aqui, se no berço ou na cama.

Pra quem quer ler mais sobre cama compartilhada, esse site traz artigos, textos, fotos, e relatos de experiências de cama compartilhada, INDICO MUITO:



E gentem, hoje, dia 02, meu pêto completa 9 meses de vida.

Olha como ele tá um rapaz já:


Tá super serelepe, falador de "mamãmã", só quer saber de ficar em pé, preguiçoso pra engatinhar e cada dia mais lindo. Sou babona?

Depois vou postar sobre como está nossa rotina, os planos pro ano que vem, festinha e etc.

Beijos povo.

Ps: Voltei, agora pra ficar (porque aqui, aqui é meu lugar) #robertocarlosfeelings

Ps2: Me perdoem os comentários não respondidos? To pensando em respondê-los aqui mesmo. Não, não, vou criar vergonha e comentar nos blogs daZamigas (visitar eu sempre visito).

:)

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Eu no Mamíferas

Gente, essa semana sou a Mamífera Convidada lá nas Mamíferas e hoje tem texto meu lá. Vão me ler, comentar, me elogiar, me xingar, me amar pra sempre? (tô carente)



Pra ler o texto, clique AQUI .

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Fatos sobre o sono dos bebês, dormindo bem por aqui e a nossa rotina

Quando engravidei, minhas primeiras aquisições foram livros e livros. Mãe de primeira viagem que sou, queria saber de tudo. Um deles foi "A Encantadora de Bebês resolve todos seus problemas", que entre outras coisas ensina o bebê a dormir a noite toda. Achei bastante coerente as dicas dela , e adorei quase tudo. Quando Miguel nasceu já quis colocar em prática tudo e óbvio "treinar" meu filho a dormir a noite toda. A autora, propõe basicamente a criação de uma rotina (desde que sai da maternidade) para o bebê, que se resume em comer (Eating), brincar (Activity), dormir (Sleeping) e assim sobra tempo pra você (Yourself), o famoso E.A.S.Y.

Bom, fiz minha tabelinha de rotina e comecei anotando os horários do Miguelzinho, ele parecia (e até hoje parece) um reloginho. Super tranquilo. Foi tudo bem, até ela falar por exemplo, que um bebê de 06 semanas (1 mês e meio né?) já pode dormir a noite inteira (porque seu organismo já aguenta ficar muitas horas sem alimento) e para isso acontecer depende de nós, mães e do cumprimento da rotina. Como as primeiras semanas com um recém-nascido em casa são bastante dificeis,eu estava louca para que meu filho dormisse a noite toda e ansiosíssima para chegar a 6ª semana de vida dele. Seguia a rotina à risca, o relógio era meu melhor amigo e nada do Miguel dormir a noite toda (e olha que eu era sortuda e não sabia, desde que nasceu ele só acordava praticamente 1 vez na noite: mamada meia-noite - onde eu estava acordada ainda-, 4 da manhã e acordava em definitivo às 7 horas). Da 6ª até a 8ª semana (2 meses) eu fiquei nessa de esperar ele dormir a noite toda, de ficar horas fazendo ele dormir porque tava na hora, de olhar pro relógio toda hora e...conclusão: fiquei extremamente ansiosa, irritada e paranóica com isso de rotina e o Miguel, que antes dormia super bem, passou a acordar de 2 em 2 horas.

Assim, percebi que tava indo no caminho errado e eu mesma hora me tornei uma encantadora de bebê, no caso, "encantei" meu filho.

Como?

Simplesmente desencanei, joguei o relógio fora e comecei a seguir não mais uma rotina, mas os sinais do meu filho. Criei uma rotina baseada no ritmo biólógico dele.
Pra completar resolvi ler um dos livros que uma amiga me emprestou no finzinho da gestação (que não tinha dado tempo de ler), chamado "Soluções para noites sem choro", da Elizabeth Pantley e... ele mudou minha vida!

Primeiro porque a autora é clara em afirmar que não há "pozinho mágico" que faça um bebê dormir a noite toda (se tivesse, o inventor estaria milionário né?), e que não acredita em "treinamentos" para sono. Há sim, maneiras tranquilas de NÓS enxergarmos como os bebês dorme e AJUDÁ-LOS a dormir melhor. E nem sempre o dormir melhor do bebê é o nosso.

Um recém-nascido, por exemplo, dorme muitobem e o "problema" não está nele, está em nós, que desejamos que ele durma bem à noite (porque de dia temos muitas atividades e tal). Ou seja, temos que criar expectativas reais e não forçar um bebê a se adequar a nós. Esse exemplo do recém-nascido ilustra bem, porque logo no primeiro capítulo, a autora afirma que as maneiras que ela ensina só se aplica a bebês maiores de 4 meses, porque justamente, antes disso os bebês acordam porque precisam se alimentar, ou de colo, aconchego e isso é NECESSIDADE DELE.
Isso já me ajudou bastante porque comecei a ler o livro sem ansiedade, e não em busca de uma técnica infálivel para uma noite tranquila de sono.

Apesar desse alerta, ela fala para mamães de nenens de até 3 meses continuar lendo porque algumas partes como "entendendo o sono dos bebês" são úteis para todas e as informações em geral, só iriam ajudar.
Enfim, não terminei a leitura ainda, mas o "espirito da coisa" já captei e apliquei na minha vida com o Miguel.


* A questão da rotina vista com outros olhos

Não sei se é pela maneira como ela explanou, mas a "Encantadora de Bebês" me pareceu muito rígida e preocupada com o TEMPO (relógio) para a criação da rotina E.A.S.Y. Já a Elizabeth não trata como se tivessemos que colocar nossos filhos em uma rotina, mas em ajudar o bebê a entender a hora de dormir, através de uma SEQUÊNCIA DE ATIVIDADES.Por exemplo: fazer um ritual do sono.

O bebê, mesmo recém-nascido, tem uma capacidade de associação grande e assim podemos ir criando uma rotina a partir de uma sequencia de atividades que indiquem o "que vem a seguir".
(Outra fato importante: bebês não nascem sabendo o que é dia e o que é noite, portanto temos que ajudá-los a diferenciar. Aqui em casa de dia abro bem as janelas pro sol entrar e continuo com minhas atividades normalmente - radio, tv, máquina de lavar -. À noite é escuro penumbra e a casa quase que totalmente silenciosa, no quarto, escuridão total).
Aqui, funciona muito bem esse "ritual do sono". Fazemos assim:


- 18:30 - Banho de balde em ambiente com meia-luz (penumbra) e casa silenciosa
- 18:45- Massagem com óleo do sono Johnson
-19:00- Mamada longa (sempre em seu quartinho)
- 19:30- Sono profundo
É óbvio que são horas aproximadas, até porque nem olho o relógio direito mais, mas funciona tanto, que vai dando umas 18:15 o Miguel já vai coçando os olhinhos, ficando irritado, meio que pedindo o banho e a partir daí já sabe que é hora de dormir e no mais tardar 20:15 ele já está dormindo, todos os dias.

(Quanto ao horário que o coloco pra dormir: li que entre 18:00 e 20:00 h é quando os hormônios do sono atuam mais fortemente no organismo do bebê, e comecei a colocá-lo nesse periodo, mais cedo e tem dado super certo!).

Inicialmente, Miguel , se colocado pra dormir nesse horário, acordava 00:00 pra mamar, depois passou pra 1:00 h, 2:00 h, até chegarhoje, ás 5:oo horas da manhã. Ou seja, quase 10 horas de sono ininterruptos!!! Já dormimos a noite inteira por aqui. E ainda volta a dormir por 1 hora após essa mamada, começando o dia somente às 6 e meia, 7 horas da manhã.

Claro que cada bebê é único e é preciso observar cada um, mas acho que mesmo assim, uma rotina estruturada, só ajuda né? É´preciso ter paciência e bom senso pra tal.
Nossa rotina segue assim:

- Levantamos 7 horas, daí vou tomar café ( o Heitor fica com ele nesse momento), brincamos, ele fica no colo enquanto to assistindo Tv ou fico no computador;
- 8 horas troco sua segunda fralda do dia ( a primeira troco às 5h, quando acorda, porque estava com ela desde à noite. Importante ser uma fralda de boa qualidade e que deixe o bebê sequinho. Aqui usamos a Turma da Mônica Tripla Proteção ou Soft Touch), deixo ele na cadeirinha (que vibra, da Fisher Price, uma santa ajuda) enquanto vou lavar a louça, jogar lixo fora, etc;

- Por volta das 8:30, 9 h ele já começa a choramingar. Dou mamar. Se ele mamar bem e continuar irritadinho é sono, se ficar bem, continuo com ele no colo até apresentar os sinais do sono (esfrega os olhos, fica muito agitado ou choramingando);

- 9:30 h ele tira a segunda soneca do dia, e dura em média duas horas, às vezes um pouco mais, ás vezes um pouco menos. (Se for menos que 1 hora, eu "estico" ela com mamar, embalo, ou tapinha no bumbum, pois menos que isso o deixa mais cansado ainda);

- 11:30 (sempre em média esses horários) outra mamada. Deixo ele na cadeirinha de novo e vou preparar o banho, que sempre é por volta do meio-dia.

- 12:30 eu almoço ( com ele limpo e mamado) e ele brinca, ou no no berço com os móbiles ou na cadeirinha. Quando ele só quer colo, ponho no sling.

- 13:00 mais brincadeira (coisas simples, como um objeto mais colorido ja distrai ele bastante), tv ou computador com ele no colo. Por volta de 13:30 h ele já começa a demonstrar os primeiros sinais de cansço aí coloco pra dormir;

-14:00 h às 17:00 h - terceira e última soneca do dia. É sempre a mais longa. É quando eu aproveito pra dormir tb (mas geralmente durmo só 1, no máximo 2 horas e no restante vou ser dona de casa : limpar casa, etc...)

- 17:10 - mamada bem longa

- 18:00 - se não está frio, eu desço um pouco com ele, nem que seja para ir na padaria. Lancho. E ele na cadeirinha ou sling.

Deixo ele demonstrar um pouco o cansaço. Às vezes é bem cedo, tipo umas 18:15, ás vezes demora um pouco mais, mas no máximo às 19:00 h dou o banho de balde (que ele adora!!!) e faço o ritual do sono que falei.

E assim estamos indo. Super tranquilo. É claro que tem dias que ele quer mais colo ( o sling salva), que dorme mais, dorme menos, que tem visita em casa, que saímos, mas basicamente é esse nosso dia-a-dia. Nos finais de semana foge um pouco, porque visitamos as duas vovós, mas eu não fico paranóica não, ainda mais se ele está bem. Só evito de sair da rotina por muitos dias seguidos.

Através do livro "Soluções", achei a comunidade do orkut, que é maravilhosa! É mais explicativa, dá dicas práticas (analisam caso a caso nos tópicos) e com moderadoras super prestativas. Muito boa mesmo! Foi lá que aprendi a esticar as sonecas do Miguel, que soube que quanto mais cedo colocamos o bebê pra dormir mais tarde ele vai acordar (e não o contrário), que pra ele dormir bem de noite precisa dormir bem de dia, enfim....indico muito.
Bom lembrar que não critico totalmente a Encantadora, acho a leitura válida, ela tem alguns conselhos muito bons,é só saber filtrar. Pode ser também que eu não que não me adaptei ao método, sei lá (uma coisa que atrapalhou foi porque sempre amamentei em livre demanda e sou contra acordar o bebe pra mamar ou deixá-lo chorando pra cumprir horários...).
Mas o meu maior aprendizado com essas leituras nem foi sobre como ajudar meu filho a dormir bem não. Foi numa frase que Elizabetg Pantley disse, que me fez refletir bastante sobre esses primeiros meses com um bebê em casa: ela falou algo como

'Se nada der certo pense que vai passar. Um dia vai passar. Seu bebê irá crescer e não vai mais precisar que você o embale na madrugada. Isso pode parecer bom agora, mas chegará o dia em que você chorará de saudade de ter um pequeno ser dependente de você e até as madrugadas insones ganharão ares poéticos quando seu filho não quiser e não precisar mais do seu colo...'

Isso entrou em mim de tão forma, que cheguei a pensar que não queria que o Miguel dormisse a noite toda (passou, passou tá filho?). Já parou pra pensar que seu filho só é bebê uma vez na vida? Sei que cada fase tem seu prazer, mas sentirei saudade do meu pequeno nos meus braços, chorando pra ser amamentado.
Mudei minha forma de lidar com o sono (ou falta dele) a partir daí. Acho que tô preparada pra o que vier agora e acordo até com um sorriso no rosto (ok, ok, nem sempre). Esse é o nosso momento. Mãe e filho. Que só será mãe e bebê por pouco tempo. Ele precisa de mim e eu tô aqui pra isso.

Agora oro pro meu bebê crescer bem devagarinho (mas pode continuar dormindo bem...), que é pra eu sentir cada deliciosa sensação de ser mãe de uma bolinha de carne banguela.

Elizabeth também fala assim : "Se você aplicar esses métodos que ensino aqui, garanto que você e seu filho dormirão bem. Mas não pra sempre. Logo logo você vai estar acordada na madrugada de novo, e só dormirá quando ouvir o barulho de salto alto sobre o chão, da sua filha chegando de uma festa, ou com a tranca da porta sendo aberta por seu filho adolescente...".
E como eles crescem!
Abaixo, fotos do meu menino "bom de berço" (ops, berço não, que ele dorme na cama com a gente, rs) com 15 dias e 2 meses, respectivamente.



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