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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Mulher de peito: amamentação fora dos clichês

Tem um bom tempo que quero falar sobre isso aqui e acho que chegou o momento, porque consegui alcançar a incrível marca de 6 meses de amamentação exclusiva (clap, clap, clap!).

Falo "incrível marca" porque fácil não foi. Minha mãe, meu pai, minha avó, minha sogra, minhas irmãs o os desconhecidos da rua insistiram: "dá uma aguinha, ele sente sede", "dá uma 'chuquinha' com suco", "já tá na hora de ele começar a comer frutinhas". Quando o ganho de peso dele foi baixo, até o Heitor cedeu e ficava falando que ele PRECISAVA se alimentar.
E eu pensava: "mas ele não está se alimentando? tem alimento mais completo que meu leite?".
Não dei nada, além de peitão nele.
Alguns chamaram de capricho, outros de radicalismo, outros de besteira.

Eu chamei de CUIDADO.

Sabe aquela história de que "amamentar é um ato de amor". Discordo. E esse texto aqui aqui fala lindamente sobre isso.
Amamentar meu filho NÃO foi um ato de amor meu. Foi minha OBRIGAÇÃO enquanto mãe, saudável e com leite. Não acho mérito nenhum alimentar um filho com o alimento que meu corpo produz. E muito menos preferir dar esse alimento, que é só o que ele precisa, ao invés de dar outras coisas.

Sei que é polêmico, mas é o que eu penso. Vamos sair dessa poesia e pensar praticamente. No meu caso: eu tive leite, muito leite, nao tive nenhuma intercorrência: por que não amamentaria? Segui o ritmo biológico da vida. Os bichos são assim. Eu pari, eu amamentei.Acontece que tá tão fora de moda ser natural, acreditar no corpo, na vida, tanta gente enfiando fórmula artificial em bebê que amamentar tornou-se mérito.

Eu defendo a amamentação. Acho um momento sublime. Mas não é ato de amor, é ato de responsabilidade, quem sabe. A mãe que amamenta tá dando o direito da criança de ser alimentada com o que ela precisa.

Conceitos devidamente explicados, comemorei muito amamentar exclusivo por 6 meses por aqui. Foi difícil. É sim uma conquista MINHA chegar até aqui. Sabe aquela história de "dá uma aguazinha"? Então, ouvi muito isso, mas li, fui atrás, pra argumentar quem palpitava sobre a alimentação do Miguel.

Sabiam que dar água para o bebê antes de 6 meses de idade pode:

- Aumentar o risco de malnutrição, pois a água não tem valor nutritivo e enche o estomâgo do bebê para um espaço que deveria ser do leite materno, que mata a sede e nutre.
"Estudos mostram que dar água antes da idade de seis meses pode reduzir a ingestão de leite materno em até 11 por cento. "

- Dar água aumenta o risco de doenças, e outros alimentos também, quer sejam líquidos, quer sejam sólidos, são veículos de entrada de agentes patológicos. Os bebés correm o maior risco de exposição a organismos causadores de diarreia, especialmente em ambientes com condições precárias de higiene e saneamento. O leite materno garante o acesso do lactente a um suprimento adequado e prontamente disponível de água limpa.

Fonte: aqui


Os benefícios da amamentação exclusiva, você pode ler aqui aqui ó


Não dei uma gotinha de água, suco, chá ou fruta pro Miguel até ele completar 6 meses. Simplesmente porque NÃO HOUVE NECESSIDADE. Não há necessidade. Eu confiei no meu leite, que ele poderia suprir as necessidades do meu filho e ponto.
Não foi fácil. Muitas vezes fiquei me perguntando até onde estava indo a "minha vontade" de amamentar exclusivo e a necessidade dele de outros alimentos. A cena mais comum é: você está comendo algo (não importa se é chocolate ou macarronada) e seu bebê, fica olhando, babando quase, na sua comida. Todos em volta: "tadinho, ele tá com vontade", "que maldade com o 'bichinho'" e daí em diante.

Ora, bebês são curiosos por natureza e sentem cheiros, então é óbvio a vontade de desbravar aquele desconhecido (comida), mas não porque ele quer comer. Ele nunca experimentou nada além de leite materno, vocês acham que ele pensa "ai que vontade de mudar o cardápio"?. Não, óbvio, que não.
Aliás, acho que se dependesse dos bebês, eles se alimentariam de leite materno o resto da vida. Já pensou você ter tudo o que precisa, só sugando (sem ter que mastigar, morder), um seio quentinho e macio da pessoa que você mais ama no mundo? Pois é.

Esse texto , da Rê, mamífera, fala mais sobre isso.


Dada toda a pressão que eu sofri pra introduzir alimentos sólidos no meu filho, eu consegui. Ainda não fomos ao pediatra, mas Miguel está na casa dos 7,5 Kg, ou seja, mais que dobrou de peso, após o nascimento.

É claro que minha situação foi mais confortável, pois minha licença é de 6 meses (e ainda tirei 1 mês de férias), sendo que a maioria das mulheres voltam a trabalhar no 4º mês da criança, e aí, realmente é outra situação. Mas lembro que a mãe pode ordenhar seu leite e deixar para outra pessoa ofereça em sua ausência. Parece surreal? A Anne (@annepires) conseguiu e é assim que eu faço também quando preciso me ausentar também.

Sou doadora de leite materno pro banco aqui (grata até hoje pelo excelente trabalho que eles fazem. Foram eles que "ensinou" o Miguel a mamar) e ainda tenho leite pra essas ocasiões. E aí que muita gente fala "ah, você tem muito leite", mas a verdade é que toda mãe tem o leite necessário para o seu filho e ponto. E o Miguel não fica sem leite por eu doar.

A lógica é essa: o leite materno é produzido a partir da demanda do bebê. Quanto mais ele suga, mais tem.
Se você oferece leite ao seu bebê em horários pré-determinados (alô Tracy Hogg),sua produção vai cair, óbvio.
AMAMENTAR EM LIVRE DEMANDA NOS PRIMEIROS MESES DE VIDA É ESSENCIAL  pois a produção de leite está se estabelecendo perante as necessidades do bebê e colocar horários neste período pode ser perigoso para o estabelecimento da produção futura.

Não é raro ver mãe que acaba tendo que dar leite artificial porque antes amamentava em horários pré-determinados (aí o bebê não engorda como deveria, pediatra passa fórmula pra complementar, a produção cai até o leite secar e...enfim,ciclo óbvio).
Amamento em livre demanda sempre, desde o primeiro dia. Entendo que quem sabe das necessidades do bebê é o bebê. Se ele quer mamar de 15 em 15 minutos, é porque ele PRECISA..

A princípio, parece uma escravidão ficar à dispor da vontade dele de mamar, ou parece que sua vida será sempre essa bagunça de horários. Mas acredite, aqui temos uma rotina sim e imposta pelo meu filho. Dá até pra eu me programar pra tal coisa, sabendo que Miguel mamará por volta de tal hora. Mas é óbvio que não é assim, de relógio e também que tem dias que ele mama mais, ou mama menos, assim como nós adultos, acordamos dispostos ou indispostos pra um dia.


Sinceramente? Acho uma AGRESSÃO determinar hora pro bebê mamar. Sim. No útero, ele era alimentado constantemente, sem ter que fazer força, acalentado pelo som da sua mãe. Aí ele vem pra esse mundão de meudeos e é obrigado a ser alimentado em horários fixos. Fora que às vezes, ele nem quer mamar, quer apenas sentir o cheirinho da teta da mãe, o calor...e isso lhe é negado.

Miguel dorme a noite inteira, desde os 2 meses de vida e sei o quanto sou abençoada por isso. Mas por um bom tempo ele ainda acordava chorando na madrugada, e só calava quando encostava a boca no peito. era uma necessida dele,que respeitei, ao invés de negar porque era um "mau-hábito. Isso é mau-hábito? Acostumei meu filho mal? Enfim, mais sobre amamentação em livre demanda  aqui
Meu filhote começou com as frutinhas no dia 02, seu mesversário e tá aceitando tudo, de primeira. Também continua mamando, como se não houvesse amanhã. Ele precisva ser tão perfeito?

Amamentar foi cumprir meu dever de mãe, de oferecer o melhor alimento ao meu filho.Mas foi meu dever mais prazeroso,sem dúvida.


Foi um ato de amor sim, mas do meu filho por mim.
É ele quem coloca a mãozinha no meu rosto enquanto mama.
É ele que larga o peito e dá um sorrisão branco pra mim.
É ele que me olha fixamente quando tá se alimentando.
É ele que tá me amando quando mama. Eu só faço minha obrigação.

(Só por esse parágrafo acima vale a pena amamentar. Mãe que é mãe se informa. Mãe que é mãe pede ajuda quando tá tendo problemas com a amamentação. Mãe que é mãe, busca informações antes de fazer o que o pediatra ou a vizinha fala. E por último, mãe que é mãe, não se sente menos mãe por não ter amamentado.)

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Como foi o 4º mês (suuper atrasado)

Então, que na mesma "vibe" (odeio quem fala vibe) #mãedemerda da semana passada, fiquei sem computador porque derrubei o notebook do braço do sofá. (Há um tempinho atrás tínhamos dois notebooks nossos, um do sindicato do qual o Heitor faz parte - é emprestado aos diretores e um iphone. Agora estávamos disputando um smartphone, esses somos nós.

Mas pronto, inclusão digital, aqui estou eu.

Esse último mês (não o atual, mês passado mesmo...é, estou atrasada por aqui), foi de longe o mais dificil desde que Miguel nasceu. Mudou o sono, mudou a alimentação (não, continua no MC peitão, quis dizer que mudou os "padrões" dele de mamar), mudou as atividades...tudo, tudo.

De repente a criaturinha que dormia a noite toda desde os 2 meses passou a acordar, 2, 3 vezes na madrugada. Aquele que tirava sonecas de 1, 2 horas, só cochilava (quando cochilava) por cravados 40 minutos. O bebê que mamava bem, parece que desgostou do "negócio".

Enfim, fui pedir um HELP na comunidade Soluções para noites sem choro no orkut e vi que 4 meses é a idade campeã de reclamação das mamães, que é uma fase realmente complicada.

(Nada melhor que ler relatos de mães tãonamerda quanto eu, pra me sentir abraçada).

Eis o porque aqui:

Um dos marcos desse processo de amadurecimento ocorre por volta dos 4 meses, quando os bebês começam a acordar com freqüência a noite. Muitas mães se surpreendem, se preocupam e até se assustam, pois lhes foi dito que o bebê dormiria cada vez mais (ainda mais? Entrariam em coma!). Mas você já está avisada: aos dois ou três meses pode ser que seu filho durma seis horas seguidas, ou até mesmo oito; mas por volta dos quatro meses ou cinco meses provavelmente começará a despertar várias vezes a cada noite, mais ou menos a cada uma hora e meia ou duas. Lembre-se que é um processo normal de amadurecimento. Não faz falta que lhe ensine, que tente despertá-lo a cada duas horas, ele já fará isso. (Há alguns bebês que não despertam, dormindo de uma estirada só. Se por acaso seu filho é um desses, não se preocupe, também é normal.)

Do livro: Um regalo para toda la vida – Guia de lactancia materna, do Dr. Carlos González


Estavámos assim:

- Sono:

* Noturno: O ritual banho de balde + massagenzinha com óleo Johson + mamá, que sempre resultava em um bebê dormindo profudamente, passou a ser uma saga. Miguel na maioria das vezes não dormia após o mamá, indo dormir, após cansaço e irritação, por volta das 21:00 h (o que pra ele é tarde, já que sempre foi dormir 19:30, 20:00 h).

Passou a acordar 2, 3 vezes na madrugada. Ás vezes mamava, às vezes não. Mas sempre tinha que embalar pra voltar a dormir.

Algumas vezes acordou pra ficar acordado mesmo (na madrugada, pense...).

* Diurno: Outra saga. Geralmente Miguel não consegue ficar mais que 2 horas acordado sem demonstrar irritação e no 4º mês, ele simplesmente nao dormia de dia. Ficava irritado, coçava os olhos, bocejava, chorava e nada. Eu tinha que embalar/cantar/ninar/dançar o rebolation pra ele pegar no sono...que só durava cronometrados 40 minutos. Eu que sempre soube "esticar" as sonecas dele, nao conseguia nem com reza braba.

E isso culminava num bebê cansado,chorão e agitado na maior parte do dia.

- Amamentação

Miguel sempre foi um bom mamador. Nunca foi de ficar muito tempo no peito: uns 5 minutos em cada e esvaziava os dois. E sempre que eu oferecia aceitava, mesmo sem fome (tipo, dor, cansaço, irritação: eu enfiava peitão goela abaixo e...resolvido!).
No 4º mês ele passou a distanciar muito as mamadas. Ele sempre mamava ao acordar das sonecas, agora não, ele acorda, brinca, passa um tempinho e aí sim, ele mama. Li que isso é super normal, o intervalo pode chegar até 4 horas entre uma mamada e outra.

Outra coisa foi que o peito voltou pra sua real função: alimentar, rs! Ou seja, não adianta eu oferecer o peito sem que ele esteja com fome, ele vira a cabeça negando e tudo mais. O que de fato foi importante, porque agora tenho que responder à necessidade dele com o que ele realmente precisa.

Ele também ficou muito mais disperso e aí amamentar exige um lugar calmo. Se tiver qualquer movimento ou algo que o atraia, ele larga o peito e se distrai. Há vezes que tenho que dar a "mamada do sono" no meu quarto, com tudo escuro, porque no quartinho dele, ele se distrai com a parede listrada. #sofro

Resumindo: meu bebê virou outro, um pouco mais trabalhoso, mas igualmente fofo e sorridente.

Outras coisitchas do 4º mês:

- É oficial, ele chupa o polegar (e todos os outros dedos... )
- É oficial, ele chupa o polegar pra dormir


- Passou a dormir segurando um paninho
-Já brinca com brinquedinhos, mas se diverte mesmo é com embalagens plásticas, fraldas, pacote de lenços umedecidos...

E assim foi mais um mês de ex-bebezico aqui!

Ah, o mais importante: como num passe de mágica, foi só ele completar  5 meses que tudo voltou ao seus conformes. Graças!

terça-feira, 22 de junho de 2010

Ainda sobre a amamentação e a primeira viagem

Aqui continuamos na "saga do peito". Ah ta, o que é?
Bom, agora, de novo, tenho leite pra dar, vender, emprestar e montar uma padaria, mas a onda agora é de o Miguel não querer mamar. Sim, só que ele não fica irritado nem nada. Só não mama mais e quando mama é pouco. Tivemos o auge dessa crise semana passada, dois dias seguidos, mas aí veio acompanhado de choro irritadissimo, sono atrapalhado e babação sem fim. Pela primeira vez não dormiu à noite direito. Ligamos pro pediatra e ele avaliou que poderia ser os dentes: não que eles estivessem nascendo, mas que é normal essa sequencia de sintomas mesmo antes da aparição dos vilõezinhos. Receitou uma escova massageadora refrescante e "Nenê Dent". E olha, sendo sincera, a escova não resolveu muita coisa não, mas o "Nenê Dent" foi quase um milagre...pena que por meia hora só, rs. Não teve jeito: só colinho e paciência mesmo.
No outro dia já foi bem melhor, mamando bem, dormindo bem, só a babação continuando. Ok. Até a história se repetir dois dias depois e assim vai (mas graças à Deus, as crises não são mais na madrugada).
Acontece que antes de ontem foi um dia de cão aqui em casa: mamou pouquissimo. É assim: ele mama pouco. Se insisto, ele chora e vira a cara pro peito literalmente (isso me magoa,rs). Aí eu desisto, embalo e faço dormir (será que to fazendo errado?). Na mamada do sono, ele nem pegou no peito de tanta irritação. Insisti, insisti e só piorava. Dormiu por volta das 20:30 h e acordou 6:30 h do dia seguinte. Como faço cama compartilhada, tenho quase certeza que ele não acordou pra mamar de madrugada pois acordei vestida direitinho (acreditem se quiser, mas eu só sei que ele mamou quando acordo com o peito pra fora da camisola. Sensual né?Kakaka).
Fui trocá-lo e lá estava a fralda quase seca. Como assim, 10 horas com a mesma fralda, e ela assim?
Agora as questões:

- Será que deveria acordá-lo para mamar? (Mas e se isso virar rotina?)

- Se não são dentes, o que poderia ser: "salto de desenvolvimento","pico de crescimento" ou "crise dos 3 meses"? Mas que duram mais de duas semanas?

Como temos a consulta mensal na outra semana, resolvemos esperar ,ver o ganho de peso e ouvir o que o pediatra diz.

Bom, agora coisa boa:
Final de semana passado Miguel viajou pela primeira vez (de avião, dormiu o voo todo): fomos passear na Cidade Maravilhosa (RJ). Foram dias tão tranquilos e felizes, que parecia que meu filhote era um legítimo carioca, rs. Fui para a gravação do DVD do Leoni, cantor que eu gosto, na sexta, dia 18, e aproveitamos o resto do final de semana.

Conheci pessoalmente três mamães amigas do Twitter, a Aninha (e o Vini, de 7 meses),a Mari (e a Laurinha de 5) e a Flavinha com o Pedrão, de 8 meses. Umas queridas! Passeamos no Jardim Botânico, onde tiramos umas fotitas, tricotamos, demos mamá pros filhotes e fomos picadas por mosquitos (kaka).

Muito bacana mesmo! Meninas, adoramos!

No sábado à noite fui ao teatro com outras amigas e mais uma vez o Miguelzinho ficou dormindo com o papai (no dia do show também). Maridinho descansou e cuidou do filhote pra mamãe aqui ter um pouco de vida social. E o filhote cooperou muito bem, apesar de eu ter chegado tarde nos dois dias, não acordou nenhuma vez sequer. Não são fofos os meus homens?

Então, vamos ao que eu aprendi sobre viajar com bebê:

1) Nós, mães, sempre levamos mais coisas do que é necessário;

2) Mesmo enchendo duas malas de roupas pro seu filho, você ainda acha que não levou tudo;

3) Não dá pra seguir rotina viajando;

4) Nunca deixe para arrumar sua mala à noite, depois que arrumou a do seu filho, você corre o risco de levar o desnecessário pra ele e esquecer por exemplo, de levar creme de pele pra você.

(Resumindo: não aprendi nada de útil pra você né, amiga leitora desse blog? rs...)

Eu soube que no Rio estava fazendo um friozinho, então levei muitas roupas de frio, o que encheu bastante a mala. De calor levei uns dois macacõezinhos curtos, duas bermudas, três bodys manga curtas, duas regatinhas e uma camisetinha.

Não levei:

- Banheira e balde: resolvi dar banho no chuveiro mesmo...e deu super certo!
e
- Carrinho: Esse foi por puro esquecimento mesmo, mas no final nem fez falta.

No final das contas: Miguel só usou roupas de calor (até pra dormir, já que quebramos o ar-condicionado do hotel não funcionava) e SÓ ficou no sling. (Que aliás, merece um post especial: não existe coisa mais prática no mundo não viu?). No domingo cedinho demos um pulinho na praia e... Miguel A-M-O-U! Foi amor à primeira vista. Coisa linda de se ver...




terça-feira, 15 de junho de 2010

Desabafo de uma lactante (em crise!)

Nunca tive problemas com a amamentação (a não ser aquilo de o Miguel não saber mamar nos dois primeiros dias, pura falta de ajuda da equipe do hospital), não tive bico rachado, fissurado, não tive mastite, nunca senti dor ao amamentar, nada, nada! Amamentar pra mim sempre foi sinônimo de prazer. O Miguel também sempre foi um mamador eficaz. As mamadas duram em média 5, 10 minutos em cada peito e nunca me preocupei porque ele ganha peso bem. Sempre tive MUITO leite! De esguichar. De ensopar lençois,blusas. Enfim, tudo tranquilo até aqui.

Meu filhote sempre adormecia mamando e aproximadamente tres semanas, não mais. Achei que ele estava crescendo, mudando. Ele mamava bem, mas aí começava a fica inquieto, irritado, chorão. Como a rotininha dele é bem estruturada e as mamadas sempre vem antes do soninho, deduzi que era sono. Embalava, cantava e ele...puff! dormia. Assim foi por umas duas semanas. Caprichei no repertório de canções de ninar (só sei Ursinho Pimpão, me ensina outra?) e o gordinho capotava.

Tava tudo bem até a consulta de três meses. Cresceu 2 cm e engordou 700 g. Pediatra falou que tá ótimo. Acontece que é mal de mãe achar que seu filho não tá comendo o suficiente (agora entendo porque minha mãe enfia comida em mim goela abaixo). Esperava mais. Ele tava engordando em média 1k por mês e agora me vem essa 700 g?

Coincidência ou não, meu doutorzinho velhinho natureba que eu tanto amo (que na primeira consulta disse que até seis meses é SÓ peito, peito e peito) me vem dizendo que mês que vem já poderemos introduzir frutinhas.

Oi?

Fingi que não entendi, que concordei, que não ouvi direito. Aí mexeu comigo, camarada (quem ainda fala "camarada" hoje em dia?). Aqui é AMAMENTAÇÃO EXCLUSIVA até os 6 meses.

Saí com meu coração em frangalhos. Comecei a lembrar se meu filho tava mamando direito ou não. Aonde eu tinha falhado: será que tava me alimentando mal? Ou deveria insistir mais quando ele parava de mamar? Ou acordá-lo de noite e durante as sonecas do dia? Será que é porque ele ja tá dormindo a noite toda? Que espécie de mãe sou eu que deixa o filho dormir 9 horas seguidas à noite, meldels?Será isso? Será que ele comendo frutinhas não iria ficar melhor? Será que tava sendo egoísta ao insistir na amamentação exclusiva?

Acreditem ou não, mas tudo isso passou na minha cabeça por 300 g a menos que meu filho engordou no mês.

Me acalmei. É um bebê super saudável. Acima da média ainda. Se movimenta muito, já gasta bastante enerfia, deve ser isso. E também é super normal essa oscilação na média de enngorda. Bebês mudam e crescem. Quanto à indicação de introduzir frutas mês que vem, não sei se ele já falou que PODE ou que DEVE. Vou esperar pra ver. Não há necessidade, já que eu só volto a trabalhar quando Miguel tiver com sete meses (essa introdução de alimentos geralmente é sugerida pra mãe que tem que voltar ao trabalho).

Não sei se é psicológico ou uma espécie de conspiração internacional contra minha auto-estima de vaca leiteira, mas foi só chegar na casa da minha sogra pra ela falar que tava achando o netinho dela mais magro. Depois minha mãe. Depois o Heitor. Putz...meu filho tá desnutrido?Meu leite tá fraco (lenda urbana isso, mas pense na cabeça de uma lactante em crise)?
Fui indo.
Até que uns dias atrás fui ao salão voltar a ser loira (adeus "mechas californianas" forçadas pela gravidez) e o Miguelzinho dormiu três horas no colo da minha mãe. Dei mamar no carro pra ele não ir se esguelando. Depois dei mais um pouco e ele pareceu satisfeito. Mesmo assim achei pouco. Fiz o ritual do sono e na hora da mamada do sono, ele mamou dois minutos e chorou no peito, irritado. Sugava, largava, chorava. Apertei e...não saía leite. Só um pinguinho. Passei pro outro seio. A mesma coisa.


MEU LEITE SECOU????


Tava na casa da minha mãe e a chamei desesperada. Ele chorando. Como ele tava saciado (nem tanto, mas tava) pedi pra ela fazê-lo dormir. E assim foi. Eu, fui procurar na internet algo sobre leite secar e pensar nas possíveis causas sobre isso.

Na comunidade Grupo Virtual de Amamentação! no orkut li que leite não seca. Isso mesmo, não seca! A não ser que o bebe páre de sugar, o que não era meu caso.
Pensei e repensei minha rotina e cheguei a duas possiveis causas:

1- Com o friozinho que tá fazendo aqui em Brasília, descuidei MUITO do quesito beber água e líquidos. Não bebia mais que uns quatro copos o dia todo;

2- Fator emocional: estressei com algumas coisas por aqui e principalmente fiquei nervosa com essa historia de pensar que ele não estava engordando bem e tal.

Daí que nessa hora eu fui muito racional, pensei: "Quanto mais nervosa e ansiosa eu ficar, menos leite vou ter e tudo isso vou passar pro meu filho".

Fui beber água imediatamente. Me alimentei bem. Tomei banho. Relaxei. Desencanei.

E como esperado, Miguel acordou na madrugada pra mamar (porque não tava de barriga completamente cheia) e lá estava meu leitinho esguichando outra vez. Ufa!
Prova de que leite começa nascendo na cabeça da mãe.
No outro dia enchi um vidro e meio (daquele de maionese) com ordenha manual pro banco de leite (sou doadora).

A vida seguiu bela. "Peitos fartos, filhos fortes".

Agora a novela é outra! Aguarde cenas dos próximos capítulos
Abaixo foto recente do meu rebento. Magrinho que só né? (rs)

domingo, 25 de abril de 2010

Aprendendo na prática ou abandonando velhas teorias...

Miguel vai fazer 2 meses dia 02 e eu cheguei a uma conclusão: a gente não nasce mãe, a gente aprende a ser mãe com o nosso filho! A minha vida toda eu colecionei teorias de como eu criaria meus filhos (na gravidez isso ficou bastante acentudado) e agora eu vejo algumas delas cairem ao chão... Aprendi que não há teoria, fórmula, dica, conselho que dê mais certo que observar seu filho e sua relação com ele. No entanto, listo aqui algumas coisas que estão dando certo comigo (algumas coisas, vou fazer como a Aline,mãe do Joaquim e chamar de Utilidade Pública - vai que serve de dica pra alguém né?)as que não deram, as minhas percepções sobre algumas coisas e etc:
1- O pós parto: Não é lindo e glamourizado como nos filmes e novelas. Você se sente feia, cansada e incapaz na maioria do tempo. De repente você tem um bebê que precisa de você 24 horas por dia e você sequer tem tempo pra dormir direito ou de pentear o cabelo. A depressão Pós-Parto não chegou até mim, mas poderia, como pode chegar a qualquer mulher e isso não quer dizer menos amor ou rejeição ao bebê.

Utilidade Pública 1- A cinta

Usei por uma semana. Sinceramente? Não recomendo. Já li de mulheres adorarem o resultado e se darem super bem, mas eu odiei. Suava horrores. Amamentar com aquilo era uma tortura pra mim. Fora que em uma semana ela ja estava folgada, (e pra cinta "fazer efeito" tem que estar bastante apertada), ou seja, seria outro gasto, pra comprar outra ou para mandar apertar. No final das contas cheguei à conclusão que o pós-parto é um período em que a mãe deve estar à vontade e tranquila para cuidar do seu filho e não obcecada para voltar ao seu corpo pré-gestação.


Aliás,há controvérsias sobre o uso da cinta. Já ali até que ela atrapalha, pois a nossa pele não precisa de "ajuda" pra voltar pro lugar e no fundo, acho até que a cinta só dá um efeito estético!Eu sobrevivi sem ela e não senti falta (não que eu esteja com a barriga como antes, mas acho que voltar ao corpo pré-gravidez só com muito exercício)!


2- A amamentação: é linda, mas no meu caso não foi tão fácil como se mostra por aí. Miguel, como todos sabem, nasceu de parto natural e assim que saiu de mim, o coloquei para sugar meu seio (que ja tinha colostro desde o 6º mês). Não reparei na pega, se estava certa ou errada, se tava saindo leite e outras coisas...no auge da emoção, era muito pra mim né? E aí que quando levaram ele pro meu quarto (momento: oi? esse boneco de verdade é meu pra sempre?), só falaram pra eu dar mamar. Pensei que era só enfiar menino no peito e pronto. Daí que ele ficou desesperado procurando meu seio e eu desesperada tentando dar a ele. Não rolava. A enfermeira ensinou muito "meia-bocamente" como era o certo e saiu. Liguei atras dela, falando que não tinhamos conseguido e ela simplesmente disse: "vamos levar complemento pra você dar de 3 em 3 horas". Eis minha primeira frustração como mãe. Como assim, meus peitos cheios de leite e eu não poderia amamentar?
- Pausa - É muita filha da putagem a atitude de uma equipe de enfermagem e pediatria né? Era só ter ensinado diretinho, que eu tinha amamentado desde o primeiro dia. Morro de raiva só de lembrar. - Despausa-

Fomos para casa e pais de primeira viagem, seguimos as recomendações da enfermeira: leite artificial de 3 em horas. Mas sempre colocava o Miguel no meu seio, pra estimular, pra ver se ele ja tinha aprendido a sugar e eu idem, mas nada. Foram duas noites em casa com Heitor preparando o leite, muita melequeira o filhote (caia mais leite fora do que dentro do copinho) e tristeza minha que sempre sonhei em amamentar. Até que fomos ao banco de leite e foi só um empurrãozinho (literalmente) da servidora lá que Miguel pegou o seio. Mamou 40 minutos, no banco de leite mesmo e de lá pra cá nunca mais precisou de leite artificial. A enfermeira do banco de leite apenas informou a posição correta pra eu dar mamar, como é a pega correta e empurrou a cabecinha do Miguel pra mais perto do meu seio. Aí depois disso sim, foi só alegria.Não senti dor, não tive rachaduras no mamilo, nada. A única coisa que tive foi o empedramento do leite nos primeiros dias, que foi resolvida com massagens, ordenha e com Miguel mamando mais regularmente.

Utilidade Pública 2 - As conchas de amamentação

Super indico. Uso a de base rígida (mas acho que a de base de silicone é mais confortável), com um furo apenas e tem servido muito pra evitar que o leite volte a empedrar, pois ela vai recolhendo o excesso do leite durante o dia (não é recomendável usar pra dormir, à noite) e tambem durante a propria amamentação, no seio oposto ao que você está dando. Além do mais ajuda a não molhar seu sutiã e sua roupa e acho bem melhor que os absorventes para seios. Elas tambem ajudam a formar o bico do seio, pra quem tem invertido.

Utilidade Pública 3 - Almofada de amamentação

Não vivo sem!Se não estou em casa, uso sempre uma almofada qualquer ou um travesseiro pra apoiar meu braço, mas sem apoio não consigo amamentar.



3- A rotina

Outra coisa que dizia que iria fazer com meus filhos é a criação de uma rotina. Mamar tal hora, banho tal hora, sono tal hora. Comecei anotando a rotina do Miguel e impor uma rotina. E ficava confusa quando ele acordava determinada hora num dia e em outra hora no outro. Não tive coragem de impor nada. E a amamentação em livre demanda reina por aqui. É óbvio, o bebê é que sabe a hora que tem fome, sono... e assim estamos. E amamentar em livre demanda, não quer dizer um dia sem rotina. Miguel está com quase dois meses ee praticamente ja tem as mamadas e sonecas reguladas. Posto mais detalhadamente sobre isso depois.

4- A chupeta

Antes de ser mãe eu era radical: chupeta nunca, never, nunca! E marido tambem. Até que... Miguel resolveu fazer do meu peito uma. Acordava na madrugada pra dar mamar e de 1 hora que durava o processo, 30 minutos era de "chupeitação". Mesmo assim resiti a comprar. O Heitor me convenceu (meio a contragosto) a comprar em alguma das noites de desespero dos pais de primeira viagem: "porque esse menino ta chorando?". Compramos. Demorou algumas muitas tentativas para o Miguel aceitar e pegar direitinho. "Funcionou" direitinho por uns dias, acalmou...mas aí é que está, meu filho é super tranquilo, só chora quando tá com fome ou cocô/xixi, dorme bem...pra que dar um item pra ele se "acalmar" mais? Com o tempo tambem ele passou a mamar no máximo 15 minutos e não vi oportunidades de usar a chupeta. Resultado: ele não pega mais! Nem precisa dizer que a mamãe adorou né? Não sei se isso será definitvo, quem sou eu pra dizer que meu filho nunca usará chupeta, mas por enquanto to feliz dele não precisar de nada além do peitão aqui. E pra ser sincera, a chupeta, na maioria das vezes, me parece uma forma de "calar a boca do bebê", como se seu choro fosse um incomôdo para os adultos, quando na verdade, deveria ser interpretado como um sinal daquele bêbe.


5 - Cama compartilhada e dormir no berço

"Meu filho vai dormir no quarto dele desde o primeiro dia em casa". Quem ja ouviu isso? Eu já e já falei também. Não consegui cumprir. Depois falei que com um mês ele iria. Não consegui cumprir. Tô aumentando meu prazo. Acho que com 3 meses é uma boa idade, né não? Na verdade, não cheguei a uma conclusão ainda do que é melhor pra ele: sua independencia no quartinho, com mamãe o atendendo sempre que precisar ou o carinho no bercinho/carrinho do lado da cama da mamãe, sentindo ate seu cheiro, de tão perto?Sei que amo esticar meu braço e tocar o corpinho do meu filho. Fora a sintonia: como ele ainda acorda na madrugada, acordamos praticamente juntos, de tão proximos que estamos e evito de deixá-lo chorando.


Se meu marido não fosse sonâmbulo (na primeira noite em casa, Miguel dormiu na cama conosco: acordei no meio da madrugada com o Heitor em pé, balançando o menino, ambos dormindo. Tenso.) e eu não tivesse tanto medo do meu sono profundo e movimentos bruscos, juro que faria até cama compartilhada - coisa que combatia veementemente. Existe coisa mais gostosa que dormir com que você mais ama? Cama compartilhada junta seus dois amores: marido e filho!

6- Colo

Não gosto de ouvir tô acostumando mal meu filho no colo. Oi? Como assim? Tem coisa melhor do que colo?Quem não gosta? Vou privar meu filho de estar seguro comigo e deixá-lo mofando num bebê-conforto/cadeirinha/carrinho pra treiná-lo a ficar sem mim? Li uma coisa num artigo que nunca mais vou esquecer: "o que o bebê quer é o que o bebê necessita". Até os 9 meses de vida, o bêbe não sabe o que significa a palavra "Não", por isso não tem como um bebê fazer "manha". Claro que ele sabe o que é bom e vai querer colo sempre. E eu dou sempre (que puder)tambem. E quando não posso, taco o sling e tá tudo certo. Excesso de colo: nunca vi pessoas que tiveram excesso de colo, de amor,de carinho, de beijo, de toque, ficar revoltado, virar bandido, ser depressivo...já o contrário...

- Pausa- Esse excesso de que falei, nada tem a ver com a falta de limite no futuro, que fique claro! - Despausa-

No entanto, acabei acostumando meu filho a dormir mamando (fala sério, tem coisa mais gostosa do que ver seu filho totalmente saciado, adormecer em seu colo?) e sei que isso sim, pode dificultar no futuro. Estou tentando desassociar o mamar do sono, sofrendo, mas tô tentando...



No colinho, sempre...

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