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terça-feira, 27 de maio de 2014

4 anos: criança ou anão?



I’m back!

Pra dar uma ótima notícia a todas as grávidas, mães e pais do mundo: aos 4 anos tudo melhora, gente. É sério.

Miguel fez 4 anos em Março. E assim, como num passe de mágica ele se tornou uma espécie de anão. Dorme sozinho, desfraldou por completo (noturno), come igual um trabalhador, não fica doente mais, dorme 16 horas seguidas (inclusive aos finais de semana), já fica na casa de parentes, colegas, e quem quiser, é independente e até já ajuda nas compras do mês (zoeira essa parte, mas se bem que o cofrinho dele já tá quase na hora de quebrar e não é uma má idéia)



Brincadeiras à parte, realmente notei uma grande diferença no comportamento. De bebê a rapazinho. Ele já assiste desenhos (nunca curtiu, até hoje lá em casa não tem Discovery Kids inclusive...), consegue se concentrar e me dá até 1 hora de sossego (é pra glorificar de pé!), desenha (inclusive sofás, toalhas de mesa, estátuas e cofres e paredes pintadas), guarda seus brinquedos, coloca roupa suja no cesto, escova os dentes sem reclamar, me dá conselhos amorosos (sim!), passeia sem pedir colo (na maioria), é uma boa companhia.


Ei Deus, não dá pra da barriga já ir direto pros 4 anos? #ficaadica


Vamos lá:


- Dormir sozinho: Miguel dormiu comigo desde que nasceu. Eu falo da cama compartilhada aqui O seu quartinho nunca foi usado, vendi o berço com ZERO uso. Tentei algumas vezes, mas não tinha como: eu não aguentava levantar pra amamenta-lo à noite e ele dormia infinitamente melhor quando tava comigo. Era bom para os dois e a gente seguiu assim. Nunca tive pressa, curtia. Mas aí ele mesmo começou com um “mãe, quando meu quarto tiver bem arrumadinho e lindo, vou dormir nele”. Achei que tava dando os sinais que precisava de espaço e independência. Foi o que fui estimulando, sem forçar nada. Um belo dia ele fala: “Mãe, hoje eu quero dormir na minha caminha”. Ok, eu disse. Nesse dia, ele acordou umas 5 vezes. Mas decidi não retroceder, até porque eu já estava acordando toda dolorida dessa tal cama compartilhada. O menino é espaçoso. A gente acordava mais ou menos assim:


                     

Eu ia lá, afagava, conversava e esperava ele dormir de novo. Passamos uma semana nessa saga (mas como diz a Roberta do blog “Piscar de Olhos” : “Por trás de uma criança feliz, há sempre uma mãe com olheiras”.

Pra resumir tudo: ele dorme na cama dele. Foi super positivo, sem traumas, sem imposição. Ele não ficou na minha cama até os 18 anos como profetizaram, não ficou com sequelas, não morreu sufocado com meus cabelos, e conseguiu dormir sem meu suvaco. (SÓ POR HOJE, é o lema dele). A hora de dormir tem sido bem mais bacana agora, porque sempre leio duas historinhas, faço uma oração (incentivando ele a agradecer pelas coisas boas que aconteceram no dia) e deito num colchão ao lado da caminha dele. As vezes ainda pede pra eu ficar ate dormir, outras eu deixo ele sonolento e vou pra minha. Sem crise. Ele aprendeu a lidar com o medo do escuro e a confiar mais em mim, que estou no quarto ao lado, mostrando que não precisamos estar junto pra estar perto. #LuanSantanaFeelings

Ele vai pra minha cama de madrugada ou começo da manhã (umas 6 horas) e dormimos juntos mais um bocado, o que é uma delícia. Tô mais descansada e ele mais feliz.


Obs: as vezes eu nem me dou conta que ele foi pro meu quarto. Um dia ele falou: “Mãe, como eu vim parar aqui? Acho que foi Jesus que me trouxe no colo”. HAHAHA. Tá né?


- Desfralde: Foi no tempo dele também. Confesso que fiquei paranóica um tempo, porque ele não desfraldava nunca e o pior: nem dava sinais disso. Acordava com a fralda bem cheia.

Ouvi muita gente. Muito conselho. Muito pitaco. Pra no fim largar de mão. Pensei: ah, quero me estressar não, se ele quiser usar fralda até chegar no tamanho geriátrico, ok. (Viu? Pareço boa mãe, respeitando o tempo da criança, mas só sou preguiçosa. Risos).

E aí no dia 13 de Abril, noite na verdade, ouço:

“mãe, não preciso usar mais fralda pra dormir, sou um rapaz".

Simples assim. Um VRAP na cara da sociedade pitaqueira. (VRAP é onomatopeia de tapa?).

E assim seguimos. Ele faz xixi antes de dormir e às vezes de madrugada (antes de ir pra minha cama), sozinho, porque ele sabe a mãe que tem. Evolução natural. Filho de mãe preguiçosa se torna independente pra sobreviver. Ou Jesus o leva também, sei lá.

Ás vezes ele ainda faz na cama, mas tem se tornado cada vez mais raro. Nunca briguei quando isso acontece. Ele já sabe: “Mãe, tô molhado. Mas acidente acontece né?”. É o que eu falo, que não tem nada não. E não tem mesmo.

O que importa é que dinheiro em fralda nunca maaaaais (quer dizer, se eu encerrar a produção por aqui). Sou livreeeeeeeee! Isso não me pertence mais:


  
            

                                            (Inclusive esse manequim 36. Buá)


No mais, continuo naquele glamour de estar comendo e ouvir um grito: “MÃÃÃÃE, VEM ME LIMPAR”, mas é o próximo passo. Aguardemos.


“A incrível ligação entre o funcionamento  do intestino das crianças com a hora da refeição das mães: por que? É de próposito? Como não emagrecemos? Por que só com as mães? Amanhã no Globo Reporter”

É sério gente, não tá fácil não. Mas se fosse fácil não seria MAternidade e sim PA. Ops.


- Diálogos e conselhos:


Bom, Miguel sempre falou. Dá uma lida nesse blog que escrevo e verás que com menos de 1 ano esse cidadão já falava igual uma matraca. Mas agora ele não só fala. Ele argumenta. Ele questiona. Ele cobra. Ele dá conselhos. Ele exige.


Outro dia ele me vê me triste e fala:


- “Mãe, por que você tá triste?”



- Ah filho, porque mamãe terminou o namoro como o tio C. (mães e essa mania de falar em terceira pessoa)


- Ah, que triste. Mas vocês podem ser amigos ainda.

 

Oi? Análise pra que né?!


Ele opina sobre tons de cabelo, batons, sapatos. Segue sendo metrossexual e vaidoso, rei da autoestima:


- “Mãe, já tô de saco cheio de todo mundo dizer que sou lindo,que sou fofo, que sou inteligente”

e

- “Mãe, você é branquinha ou pretinha igual eu?

- Ah filho, sou meio branquinha.

- Ah, que pena, porque ser pretinho é mais bonito”

 
Ele é autocritico:

- “Mãe, eu falo tanto que pareço que tomei a PIRULA falante né?”

(é. pois é)

Ele se surpreende com coisas óbvias:

“Mãe, vem aqui ver que CABELO ESTRANHO esse da Ana Maria”, me disse em uma certa manhã, após ligar a TV, sobre a apresentadora do Mais Você.




Ele aprende palavras novas e usa no contexto certo:





Ele continua me amando, me idolatrando e querendo casar comigo (eu sei que é até ele conhecer uma piriguetezinha loira no ensino fundamental, mas me deixem iludida):


- “Mãe, sabe, eu amo duas mulheres e vou casar com as duas. Você e a Emilia
(a boneca de pano)”.

Bom, quem sou eu pra julgar os fetiches alheios e a bigamia não é mesmo?!

Miguel continua sendo Miguel.




Escuta Ellen Oléria, Caetano Veloso, mas quer mesmo é ir no show da Anitta e da Valeska Popozuda (ele me pede isso, todos os dias). Ama a Mallu (Magalhães). Lê Clarice Lispector ("Como nascem as estrelas" é o livro preferido do momento) e é viciado em Monteiro Lobato. Seu atual hobby do momento é olhar as palavras dos livros e copiar. Sim, ele copia direitinho. Já sabe “escrever”, meu amor. Vai ser de humanas?


Prometo que serei uma blogueira (de merda) mais assídua. Admiro vocês que escrevem com frequência, que tem disciplina, organização, foco. Nasci sem. Se eu tivesse, já tinha sido convidada pra ir no Jô ou fazer um ensaio nu sensual maternoNÃO PERA.

Enfim, postarei os vídeos dele. Precisam ver essa criatura. E eu preciso ir na Eliana, com os melhores da internet. Rá.

Obs: volto pra falar também da Guarda Compartilhada que tem dado certo e me garantido duas ou três noites na semana em que eu:

( ) faço orgias sexuais
( ) bebo todas
(  ) aproveito pra estudar
(  ) faço faxina na casa
(x ) durmo 18 horas seguidas

Daqui uns 4 anos recupero meu vigor e sono atrasados.


Beijos

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Dormindo juntinhos (Cama compartilhada)


(Dormindo juntinhos. Foto pra posteridade: ÚNICO dia em que Miguel usou chupeta)

Hoje quero falar de uma coisa chamada "cama compartilhada", ou "cama familiar".
Eu pratico! E amo! E digo ainda que foi a solução para meu cansaço noturno de mamadas e para uma boa noite de sono pro Miguel.
Já falei num dos primeiros posts desse blog que antes de ser mãe e até quando engravidei, tinha um monte de regras preestabelicidas que iria seguir com meu filho e uma delas era "ele vai dormir no berço desde o primeiro dia". Não sei o que me levou a crer que isso era o ideal. Na verdade, na prática acabei descobrindo que o ideal é aquilo que se ajusta à SUA realidade.
Então, na primeira noite em casa, aquele serzinho tão pequeninho...quem disse que eu tinha coragem de deixá-lo no quarto dele, longe de mim? Dormiu no carrinho, ao lado da minha cama. E assim foi ate quase dois meses. Nesse período, Miguel acordava 1, 2 vezes pra mamar (pouco a considerar um recém-nascido), mas mesmo assim eu ficava exausta. Cansada ao extremo, li e segui com uma bíblía o livro da "Encantadora de Bebês", como falei nesse texto que escrevi pras "Mamíferas". A autora critica e muito a cama compartilhada, diz que é "paternidade acidental", além de, segundo ela, ser um hábito dificil de reverter depois.
Por todas essas coisas ditas a respeito da cama compartilhada, essa possibilidade nunca me passou pela cabeça, mesmo exausta. Ela surgiu na minha vida meio que sem querer, depois de uns dias que o Heitor viajou e eu fui dormir na casa dos meus pais com o Miguel, numa cama de solteiro. Miguel tinha 2 meses e dormiu a primeira vez a noite toda nesses dias. A partir daí ele passou a dormir conosco e nós, a dormirmos o sono dos justos.
Mesmo quando ele acorda pra mamar (agora, depois que começou com alimentos sólidos, ele voltou a acordar) não fico cansada. Não desperto totalmente, fora que amamento deitada. Ás vezes nem sei se ele acordou ou não.

Por mim e pelo Heitor, ele dormiria com a gente atééééé quando ele quisesse. Olha, é MARAVILHOSO sentir o cheirinho dele, acordar e já ver o sorriso ou ser despertada com umas mãozinhas gordas batendo no seu rosto. Mas por questão de segurança acho que vamos ter que parar.
A questão é que no meu quarto não dá pra encosntar a cama (é King Size, ninguém fica esprimidinho não, rs) na parede (e eu não deixo ele dormir no meio de nós dóis, o Heitor é sonâmbulo #serião) e nessa, ele já caiu dela uma vez. Aí coloquei um chiqueirinho com um apoio forte ao lado dele, mas mesmo assim tenho medo. Nesse impasse, decidimos tentar colocá-lo no berço. Comprei uma babá eletrônica com câmera e o escambau p/ me deixar mais segura, mas nem foi preciso. Na primeira tentativa, ele acordou de 30 em 30 minutos, que nem precisava de babá pra averiguar se tava tudo bem. Lá pelas 4 h da matina, eu, só a "capa do batman" cedi e levei ele pra nossa cama. E lá ele dormiu até 8 horas da manhã.
Pensei em desistir do berço, afinal é bom pra ele, é bom pra nós, mas a falta de segurança tá me deixando meio "cabreira". Outro dia, de manhã, nós acordado, mas sonolentos, deixei ele do meu lado, cercado de travesseiros e tal...quando dei por mim ele já estava na beira da cama, quase caindo de novo. Dessa vez foi se arrastando/engatinhando.
Ontem tentei novamente berço. A mesma saga. Desisti de novo.
Tô aqui pensando se vale a pena insistir. Acho um pouco de covardia ter acostumado ele desde pequeninho a dormir coma  gente e agora forçar a barra pra ele dormir no berço. E mais ainda, que por nós ele continuaria.
Vamos tentar mais algumas vezes, senão, vamos colocar grade na cama ou colocar o berço rebaixado (na altura da cama) no quarto.

Se ele for para o berço é pelo quesito segurança. Para nós, não existem esses mitos em torno de bebês que dorme com os pais. É preciso desmistificar que fica inseguro, dependente, cresce com problemas. Na verdade, pela minha experiência, posso dizer que Miguel é super independente, inteligente, mas simplesmente, adora um chamego, um dormir junto, um colinho.
Minha visão de educação de filhos é de que carinho, toque, beijo, abraço, calor, NUNCA É DEMAIS.
Pra mim cresce com problemas bebê que é adestrado pra dormir a noite toda, bebê que aprender a dormir pela técnica do choro, bebê que não é atendido em suas necessidades emocionais particulares. Não indico a cama compartilhada como solução dos problemas de todos, mas indico pras mães que estão cansadas de levantar pra amamentar e pra aqueles que querem praticar, mas acham que faz mal, é errado, é perigoso e etc.

Na verdade, não há perigo nenhum, se obedecido essas regrinhas de segurança:


- Coloque a criança para dormir deitada de costas
- Coloque a criança ao lado da mãe invés de entre a mãe e o pai
- Utilize uma cama grande e firme e tome precauções para prevenir a queda do bebê da cama
- Não durma com a criança em uma cama d’água ou sofá
- Não coloque uma criança para dormir sozinha em uma cama de adulto
- Não utilize almofadas e roupas de camas fofas
- Não compartilhe a cama com seu bebê sob a influência de drogas, álcool, medicação para resfriado e alergia que não necessitam de receita médica para a compra ou se estiver extremamente privado do seu sono
- Irmãos, irmãs ou babás não devem dormir com a criança.


Outra coisa que se deve ter em mente é que cada criança levará seu tempo para querer dormir em seu próprio quarto e esse tempo deve ser respeitado. Não é justo querer compartilhar a cama agora pelo cansaço da mãe, ou sei lá o que, e depois, no tempo dos pais querer que a criança durma sozinha. Eu procuro não pensar que "vai demorar pra ele querer dormir sozinho". Na verdade, penso que a infância do meu filho vai passar rápido e não importa quanto tempo demore, mas um dia ele vai querer ser idenpendente, sair da "minha asa" e por isso enquanto eu puder e enquanto ele quiser, nossa cama e nosso colo será todo dele.

Não acredito em maus hábitos, quando há amor e bom senso.

Quanto à vida do casal: gente, quem disse que tem que ser sempre no mesmo lugar e na mesma hora né? Acho que isso ajuda pra quebrar a rotina, provocar saídas, exercer a criatividade. Nosso casamento, vai bem obrigada.

No mais, só queria contar minha experiência e esclarecer algumas coisas. Depois conto como estamos por aqui, se no berço ou na cama.

Pra quem quer ler mais sobre cama compartilhada, esse site traz artigos, textos, fotos, e relatos de experiências de cama compartilhada, INDICO MUITO:



E gentem, hoje, dia 02, meu pêto completa 9 meses de vida.

Olha como ele tá um rapaz já:


Tá super serelepe, falador de "mamãmã", só quer saber de ficar em pé, preguiçoso pra engatinhar e cada dia mais lindo. Sou babona?

Depois vou postar sobre como está nossa rotina, os planos pro ano que vem, festinha e etc.

Beijos povo.

Ps: Voltei, agora pra ficar (porque aqui, aqui é meu lugar) #robertocarlosfeelings

Ps2: Me perdoem os comentários não respondidos? To pensando em respondê-los aqui mesmo. Não, não, vou criar vergonha e comentar nos blogs daZamigas (visitar eu sempre visito).

:)

domingo, 25 de abril de 2010

Aprendendo na prática ou abandonando velhas teorias...

Miguel vai fazer 2 meses dia 02 e eu cheguei a uma conclusão: a gente não nasce mãe, a gente aprende a ser mãe com o nosso filho! A minha vida toda eu colecionei teorias de como eu criaria meus filhos (na gravidez isso ficou bastante acentudado) e agora eu vejo algumas delas cairem ao chão... Aprendi que não há teoria, fórmula, dica, conselho que dê mais certo que observar seu filho e sua relação com ele. No entanto, listo aqui algumas coisas que estão dando certo comigo (algumas coisas, vou fazer como a Aline,mãe do Joaquim e chamar de Utilidade Pública - vai que serve de dica pra alguém né?)as que não deram, as minhas percepções sobre algumas coisas e etc:
1- O pós parto: Não é lindo e glamourizado como nos filmes e novelas. Você se sente feia, cansada e incapaz na maioria do tempo. De repente você tem um bebê que precisa de você 24 horas por dia e você sequer tem tempo pra dormir direito ou de pentear o cabelo. A depressão Pós-Parto não chegou até mim, mas poderia, como pode chegar a qualquer mulher e isso não quer dizer menos amor ou rejeição ao bebê.

Utilidade Pública 1- A cinta

Usei por uma semana. Sinceramente? Não recomendo. Já li de mulheres adorarem o resultado e se darem super bem, mas eu odiei. Suava horrores. Amamentar com aquilo era uma tortura pra mim. Fora que em uma semana ela ja estava folgada, (e pra cinta "fazer efeito" tem que estar bastante apertada), ou seja, seria outro gasto, pra comprar outra ou para mandar apertar. No final das contas cheguei à conclusão que o pós-parto é um período em que a mãe deve estar à vontade e tranquila para cuidar do seu filho e não obcecada para voltar ao seu corpo pré-gestação.


Aliás,há controvérsias sobre o uso da cinta. Já ali até que ela atrapalha, pois a nossa pele não precisa de "ajuda" pra voltar pro lugar e no fundo, acho até que a cinta só dá um efeito estético!Eu sobrevivi sem ela e não senti falta (não que eu esteja com a barriga como antes, mas acho que voltar ao corpo pré-gravidez só com muito exercício)!


2- A amamentação: é linda, mas no meu caso não foi tão fácil como se mostra por aí. Miguel, como todos sabem, nasceu de parto natural e assim que saiu de mim, o coloquei para sugar meu seio (que ja tinha colostro desde o 6º mês). Não reparei na pega, se estava certa ou errada, se tava saindo leite e outras coisas...no auge da emoção, era muito pra mim né? E aí que quando levaram ele pro meu quarto (momento: oi? esse boneco de verdade é meu pra sempre?), só falaram pra eu dar mamar. Pensei que era só enfiar menino no peito e pronto. Daí que ele ficou desesperado procurando meu seio e eu desesperada tentando dar a ele. Não rolava. A enfermeira ensinou muito "meia-bocamente" como era o certo e saiu. Liguei atras dela, falando que não tinhamos conseguido e ela simplesmente disse: "vamos levar complemento pra você dar de 3 em 3 horas". Eis minha primeira frustração como mãe. Como assim, meus peitos cheios de leite e eu não poderia amamentar?
- Pausa - É muita filha da putagem a atitude de uma equipe de enfermagem e pediatria né? Era só ter ensinado diretinho, que eu tinha amamentado desde o primeiro dia. Morro de raiva só de lembrar. - Despausa-

Fomos para casa e pais de primeira viagem, seguimos as recomendações da enfermeira: leite artificial de 3 em horas. Mas sempre colocava o Miguel no meu seio, pra estimular, pra ver se ele ja tinha aprendido a sugar e eu idem, mas nada. Foram duas noites em casa com Heitor preparando o leite, muita melequeira o filhote (caia mais leite fora do que dentro do copinho) e tristeza minha que sempre sonhei em amamentar. Até que fomos ao banco de leite e foi só um empurrãozinho (literalmente) da servidora lá que Miguel pegou o seio. Mamou 40 minutos, no banco de leite mesmo e de lá pra cá nunca mais precisou de leite artificial. A enfermeira do banco de leite apenas informou a posição correta pra eu dar mamar, como é a pega correta e empurrou a cabecinha do Miguel pra mais perto do meu seio. Aí depois disso sim, foi só alegria.Não senti dor, não tive rachaduras no mamilo, nada. A única coisa que tive foi o empedramento do leite nos primeiros dias, que foi resolvida com massagens, ordenha e com Miguel mamando mais regularmente.

Utilidade Pública 2 - As conchas de amamentação

Super indico. Uso a de base rígida (mas acho que a de base de silicone é mais confortável), com um furo apenas e tem servido muito pra evitar que o leite volte a empedrar, pois ela vai recolhendo o excesso do leite durante o dia (não é recomendável usar pra dormir, à noite) e tambem durante a propria amamentação, no seio oposto ao que você está dando. Além do mais ajuda a não molhar seu sutiã e sua roupa e acho bem melhor que os absorventes para seios. Elas tambem ajudam a formar o bico do seio, pra quem tem invertido.

Utilidade Pública 3 - Almofada de amamentação

Não vivo sem!Se não estou em casa, uso sempre uma almofada qualquer ou um travesseiro pra apoiar meu braço, mas sem apoio não consigo amamentar.



3- A rotina

Outra coisa que dizia que iria fazer com meus filhos é a criação de uma rotina. Mamar tal hora, banho tal hora, sono tal hora. Comecei anotando a rotina do Miguel e impor uma rotina. E ficava confusa quando ele acordava determinada hora num dia e em outra hora no outro. Não tive coragem de impor nada. E a amamentação em livre demanda reina por aqui. É óbvio, o bebê é que sabe a hora que tem fome, sono... e assim estamos. E amamentar em livre demanda, não quer dizer um dia sem rotina. Miguel está com quase dois meses ee praticamente ja tem as mamadas e sonecas reguladas. Posto mais detalhadamente sobre isso depois.

4- A chupeta

Antes de ser mãe eu era radical: chupeta nunca, never, nunca! E marido tambem. Até que... Miguel resolveu fazer do meu peito uma. Acordava na madrugada pra dar mamar e de 1 hora que durava o processo, 30 minutos era de "chupeitação". Mesmo assim resiti a comprar. O Heitor me convenceu (meio a contragosto) a comprar em alguma das noites de desespero dos pais de primeira viagem: "porque esse menino ta chorando?". Compramos. Demorou algumas muitas tentativas para o Miguel aceitar e pegar direitinho. "Funcionou" direitinho por uns dias, acalmou...mas aí é que está, meu filho é super tranquilo, só chora quando tá com fome ou cocô/xixi, dorme bem...pra que dar um item pra ele se "acalmar" mais? Com o tempo tambem ele passou a mamar no máximo 15 minutos e não vi oportunidades de usar a chupeta. Resultado: ele não pega mais! Nem precisa dizer que a mamãe adorou né? Não sei se isso será definitvo, quem sou eu pra dizer que meu filho nunca usará chupeta, mas por enquanto to feliz dele não precisar de nada além do peitão aqui. E pra ser sincera, a chupeta, na maioria das vezes, me parece uma forma de "calar a boca do bebê", como se seu choro fosse um incomôdo para os adultos, quando na verdade, deveria ser interpretado como um sinal daquele bêbe.


5 - Cama compartilhada e dormir no berço

"Meu filho vai dormir no quarto dele desde o primeiro dia em casa". Quem ja ouviu isso? Eu já e já falei também. Não consegui cumprir. Depois falei que com um mês ele iria. Não consegui cumprir. Tô aumentando meu prazo. Acho que com 3 meses é uma boa idade, né não? Na verdade, não cheguei a uma conclusão ainda do que é melhor pra ele: sua independencia no quartinho, com mamãe o atendendo sempre que precisar ou o carinho no bercinho/carrinho do lado da cama da mamãe, sentindo ate seu cheiro, de tão perto?Sei que amo esticar meu braço e tocar o corpinho do meu filho. Fora a sintonia: como ele ainda acorda na madrugada, acordamos praticamente juntos, de tão proximos que estamos e evito de deixá-lo chorando.


Se meu marido não fosse sonâmbulo (na primeira noite em casa, Miguel dormiu na cama conosco: acordei no meio da madrugada com o Heitor em pé, balançando o menino, ambos dormindo. Tenso.) e eu não tivesse tanto medo do meu sono profundo e movimentos bruscos, juro que faria até cama compartilhada - coisa que combatia veementemente. Existe coisa mais gostosa que dormir com que você mais ama? Cama compartilhada junta seus dois amores: marido e filho!

6- Colo

Não gosto de ouvir tô acostumando mal meu filho no colo. Oi? Como assim? Tem coisa melhor do que colo?Quem não gosta? Vou privar meu filho de estar seguro comigo e deixá-lo mofando num bebê-conforto/cadeirinha/carrinho pra treiná-lo a ficar sem mim? Li uma coisa num artigo que nunca mais vou esquecer: "o que o bebê quer é o que o bebê necessita". Até os 9 meses de vida, o bêbe não sabe o que significa a palavra "Não", por isso não tem como um bebê fazer "manha". Claro que ele sabe o que é bom e vai querer colo sempre. E eu dou sempre (que puder)tambem. E quando não posso, taco o sling e tá tudo certo. Excesso de colo: nunca vi pessoas que tiveram excesso de colo, de amor,de carinho, de beijo, de toque, ficar revoltado, virar bandido, ser depressivo...já o contrário...

- Pausa- Esse excesso de que falei, nada tem a ver com a falta de limite no futuro, que fique claro! - Despausa-

No entanto, acabei acostumando meu filho a dormir mamando (fala sério, tem coisa mais gostosa do que ver seu filho totalmente saciado, adormecer em seu colo?) e sei que isso sim, pode dificultar no futuro. Estou tentando desassociar o mamar do sono, sofrendo, mas tô tentando...



No colinho, sempre...

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